Somente o seu coração sabia o que se passava, sentimentos tão profundos que na maioria das vezes ela tentava omitir dela mesma. Ora feliz e otimista, ora angustiada e desacreditada, era assim que ela se definia na maioria das vezes, como um barco que oscila junto com as ondas do mar.
O medo que a perseguia desde sempre por vezes vinha à tona, tomava conta de seu ser e a partir dali ela travava uma luta contra ela mesma, contra suas angustias e ideias, o medo do fracasso sempre esteve ali, infelizmente agora aparece não tão esporadicamente quanto no passado, o que a fazia gastar mais tempo e energia se "positivando", tentando esquecer que tudo aquilo não passa de suposições e que ela é capaz de realizar tudo que imaginara para si mesma.
O cão ladra, a moça da TV relata as últimas notícias do mundo, o vento bate na janela e nada disso a faz desviar seu pensamento: Para quem precisamos provar algo? Para nós mesmos? Para a família? Para os amigos? Para a sociedade?
E por fim um último questionamento: Será tudo isso realmente necessário?